Um sinuca de bico ou a possibilidade de comprovar na prática que é possível ter amigos nos dois lados da trincheira?
Imaginemos a seguinte situação:
Você tem amigos que possuem posições e pensamentos contrários, convivem entre si em razão da educação que são portadores e do verniz social que impede a manifestação clara da clara falta de afinidade existente entre eles. As duas correntes de pensamentos contrários lhe consideram uma pessoa confiável e expressam para você o que desagrada de lado a lado.
O que fazer?
Tomar partido? Ficar do lado A ou do lado B? Ficar em cima do muro ou transitar de lado a lado, tipo: quando converso com A, estou do lado do A, quando converso com B, estou do lado do B? Faço opção pelo lado mais forte ou, independente de ser mais forte ou mais fraco, pelo lado que possua maior afinidade com meus próprios pensamentos?
Existe alternativa além das mencionadas? Há um meio de você continuar convivendo bem com os dois lados sem tomar partido?
Existe sim, mas que infelizmente não depende somente de você. Depende também do grau de maturidade dos lados antagônicos, que precisam entender que não se pode aplicar a máxima que estabelece: quem não está do meu lado está contra mim.
De você dependem várias coisas: como você se posiciona perante ambos: como bombeiro ou incendiário? Ou ainda como incendiário transvertido de bombeiro, que a guisa de apaziguar joga deliberadamente gasolina onde já existe um foco de incêndio?
Particularmente acredito que a postura ideal é a manter a assertividade em sua expressão mais profunda, como bem esclarece a pedagoga Vera Lúcia Franco Martins da Assertiva Consultores:
"A escolha é a palavra chave da assertividade. Ser assertivo é sempre, em qualquer situação, ESCOLHER o que é melhor fazer, o momento adequado e o local certo - com cada pessoa do seu convívio, respeitando a si e ao outro. Lembre-se, aquilo que não agregar valor a você e nem ao outro é melhor não dizer e não fazer."
Você corre o risco de perder o trânsito entre os dois lados se escolher dizer o que eles gostariam de ouvir em lugar do que precisam ouvir, na hora certa, no momento certo, e – principalmente – no tom certo. Não custa lembrar um pensamento popular: As palavras ferem mais que punhais, e o tom mais que as palavras.
sábado, 17 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
Tenha pressa em ir sem pressa e educadamente.
As pressões por resultados são tantas, a pressa em resolver as diversas demandas é tão grande, que nos impomos, ou nos é imposto, um ritmo alucinante. Vinte e quatro horas por dia não são mais suficientes para abrigar tudo o que precisamos fazer, o dia ficou curto, para alguns curtíssimos.
Precisamos correr cada vez mais para não acumular serviços, para não perder prazo, para não perder vendas, não perder o ônibus, para não perder o sinal aberto, não perder o encontro marcado, a festa dos filhos e outros tantos não perder...
O tempo está ficando tão apertado, mas tão apertado, que se não cuidarmos vamos caminhar na direção de medi-lo de forma idêntica a de corridas de Fórmula 1 e outras do gênero: na casa dos centésimos de segundo. Mudaremos o ditado: não temos um segundo a perder, para: não temos centésimo de segundo a perder.
Nessa pressa toda, nessa pressão sobre-humana (com a nova ortografia estou perdendo um tempo danado para consultar o Google - o tem de tudo - para saber se o hífen continua existindo em algumas palavras ou não) por resultados até as boas maneiras estão deixando de ser utilizadas. Tem gente, muito equivocada, achando que no grito vão conseguir mais e melhores resultados.
No grito, na pressão desmedida - não confundir com firmeza - pode-se até conseguir durante algum tempo resultados, mas só durante algum tempo. Não há sustentabilidade em nada que seja conseguido no “queixo”. Tolice acreditar no contrário.
Dê um tempo para você, para seu corpo, que é uma máquina e precisa de cuidados, para os amigos, os filhos, para não fazer nada. Lembre-se do ditado: “De insubstituível o cemitério está cheio”. Não esqueça também que outro ditado muito conhecido no meio dos “queixudos”: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, está sendo interpretado por quem obedece de outra forma: Manda que pode, obedece quem não tem - momentaneamente - alternativa.
Não seja azedo, nem apressado. Vá com calma e educadamente, chegue inteiro e com pessoas ao seu lado. O que adianta chegar e não desfrutar saborosamente dos resultados obtidos?
Precisamos correr cada vez mais para não acumular serviços, para não perder prazo, para não perder vendas, não perder o ônibus, para não perder o sinal aberto, não perder o encontro marcado, a festa dos filhos e outros tantos não perder...
O tempo está ficando tão apertado, mas tão apertado, que se não cuidarmos vamos caminhar na direção de medi-lo de forma idêntica a de corridas de Fórmula 1 e outras do gênero: na casa dos centésimos de segundo. Mudaremos o ditado: não temos um segundo a perder, para: não temos centésimo de segundo a perder.
Nessa pressa toda, nessa pressão sobre-humana (com a nova ortografia estou perdendo um tempo danado para consultar o Google - o tem de tudo - para saber se o hífen continua existindo em algumas palavras ou não) por resultados até as boas maneiras estão deixando de ser utilizadas. Tem gente, muito equivocada, achando que no grito vão conseguir mais e melhores resultados.
No grito, na pressão desmedida - não confundir com firmeza - pode-se até conseguir durante algum tempo resultados, mas só durante algum tempo. Não há sustentabilidade em nada que seja conseguido no “queixo”. Tolice acreditar no contrário.
Dê um tempo para você, para seu corpo, que é uma máquina e precisa de cuidados, para os amigos, os filhos, para não fazer nada. Lembre-se do ditado: “De insubstituível o cemitério está cheio”. Não esqueça também que outro ditado muito conhecido no meio dos “queixudos”: “Manda quem pode, obedece quem tem juízo”, está sendo interpretado por quem obedece de outra forma: Manda que pode, obedece quem não tem - momentaneamente - alternativa.
Não seja azedo, nem apressado. Vá com calma e educadamente, chegue inteiro e com pessoas ao seu lado. O que adianta chegar e não desfrutar saborosamente dos resultados obtidos?
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domingo, 11 de outubro de 2009
Muito querer + Pouca vontade = Nenhuma realização.
A equação é simples, mas complica a vida da gente muito mais que concebemos. Por algum motivo costumamos ficar estagnados no mundo dos sonhos e das imaginações esperando que alguém, ou um acontecimento qualquer, venha concretizar tudo que pensamos conseguir.
Não restam dúvidas que todas as realizações passam pelo pensamento, que é influenciado pelo modo como nos sentimos numa retroalimentação contínua, mas se não colocarmos a mão na massa tudo vai permanecer no campo das idéias. Alinhar sentimentos, pensamentos e ações é o grande desafio a ser superado para a concretização do que queremos para nossas vidas.
Numa determinada ocasião, em um trabalho que realizamos em 2001, uma professora do ensino básico reclamava - com razão - do baixo salário que recebia. Perdeu a razão quando começou a defender sua posição dizendo que bom era ser professora universitária, que ganhava bem. Perdeu a razão por dois motivos: primeiro uma professora universitária não ganha bem, ganha melhor que uma professora do ensino básico, porém bem abaixo do que merece. Segundo, se bom era ser professora universitária, o que ela estava fazendo para se tornar uma? Perguntada, ela calou pensativa.
Essa é uma situação que se repete inúmeras vezes, com inúmeras pessoas. Quero ter quero algo, penso em fazer algo, sofro por não ter algo, mas esqueço de uma questão fundamental para conseguir algo: O MOVIMENTO. O que efetivamente estou fazendo para caminhar em direção aos nossos anseios? Quantos passos diários estão sendo dados?
É preciso se despir de desculpas e fazer uma avaliação sincera da nossa postura, corrigir o que precisa ser corrigido e procurar opções. Não existe mágica, a realização do que queremos exige esforço e determinação.
A propósito da professora que reclamava do salário em 2001, hoje ela é professora universitária, continua ganhado menos do que merece, mas caminhou para chegar onde queria.
Não restam dúvidas que todas as realizações passam pelo pensamento, que é influenciado pelo modo como nos sentimos numa retroalimentação contínua, mas se não colocarmos a mão na massa tudo vai permanecer no campo das idéias. Alinhar sentimentos, pensamentos e ações é o grande desafio a ser superado para a concretização do que queremos para nossas vidas.
Numa determinada ocasião, em um trabalho que realizamos em 2001, uma professora do ensino básico reclamava - com razão - do baixo salário que recebia. Perdeu a razão quando começou a defender sua posição dizendo que bom era ser professora universitária, que ganhava bem. Perdeu a razão por dois motivos: primeiro uma professora universitária não ganha bem, ganha melhor que uma professora do ensino básico, porém bem abaixo do que merece. Segundo, se bom era ser professora universitária, o que ela estava fazendo para se tornar uma? Perguntada, ela calou pensativa.
Essa é uma situação que se repete inúmeras vezes, com inúmeras pessoas. Quero ter quero algo, penso em fazer algo, sofro por não ter algo, mas esqueço de uma questão fundamental para conseguir algo: O MOVIMENTO. O que efetivamente estou fazendo para caminhar em direção aos nossos anseios? Quantos passos diários estão sendo dados?
É preciso se despir de desculpas e fazer uma avaliação sincera da nossa postura, corrigir o que precisa ser corrigido e procurar opções. Não existe mágica, a realização do que queremos exige esforço e determinação.
A propósito da professora que reclamava do salário em 2001, hoje ela é professora universitária, continua ganhado menos do que merece, mas caminhou para chegar onde queria.
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reflexão
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Problemas, o gosto amargo de um bom remédio!
De todas as formas possíveis procuramos nos afastar das dificuldades que encontramos pela frente, quaisquer que sejam elas. Isso faz parte da natureza humana que tem como objetivo evoluir.
Com uma variância, que depende do grau da maturidade das pessoas, as reações frente os problemas são as mais diversas possíveis. Algumas pessoas conseguem manter o equilíbrio para procurar soluções adequadas com os recursos, materiais, emocionais e intelectuais, que possuem. Outras se desesperam ao ponto máximo, perdem o equilíbrio e permitem que pensamentos sombrios, antes sequer admitidos, passem a fazer parte das suas opções de solução de problemas, o que é um equívoco.
Os problemas e dificuldades podem ser de diversas ordens e estão ligados, principalmente, a aspectos financeiros, de relacionamentos pessoais, de trabalho e de saúde. Paradoxalmente, por mais que não queiramos ter que enfrentar situações difíceis, são elas que fazem o processo evolutivo acontecer.
No aspecto financeiro ninguém quer passar necessidade, não é agradável. Não é bom ser obrigado a regrar, ou minguar mesmo, todos os gastos, ou o que é pior: não ter recursos para, sequer, manter as contas em dia.
Não ter um bom clima no ambiente de trabalho, perder um grande amor, ser acometido por uma doença... É tudo muito ruim, desagradável mesmo!
A má notícia nesse campo é que, querendo ou não, vamos ter que passar por todos esses processos. Faz parte da vida, e não podemos viver fora da vida, não tem como!
A boa notícia é que podemos tirar lições fantásticas de todos os problemas e sofrimentos. São as dificuldades que nos fazem mais fortes, nos fazem buscar soluções criativas, testar novas fórmulas para construir a ponte entre os problamas/dificuldades e as soluções.
Bem aproveitados, e sem que nos acostumemos a ele, o que seria terrível, os problemas e dificuldades transformam-se em fontes geradores de soluções, principalmente se tivermos a generosidade de compartilhar as soluções que encontramos para outras pessoas.
Não busque o sofrimento, mas quando, inevitavelmente, ele encontrar você não pergunte: POR QUE isso está acontecendo? Pergunte: PARA QUE isso está acontecendo?
As respostas podem ser surpreendentes e transportar você para um nível de consciência superior. Além de trazer outro benefício enorme: deixar claro para você quem são as pessoas que de fato estão ao seu lado, com quantas pode contar nas horas difíceis, pois nas horas fáceis, já sabemos, podemos contar com todas que conhecemos e até com os desconhecidos.
Com uma variância, que depende do grau da maturidade das pessoas, as reações frente os problemas são as mais diversas possíveis. Algumas pessoas conseguem manter o equilíbrio para procurar soluções adequadas com os recursos, materiais, emocionais e intelectuais, que possuem. Outras se desesperam ao ponto máximo, perdem o equilíbrio e permitem que pensamentos sombrios, antes sequer admitidos, passem a fazer parte das suas opções de solução de problemas, o que é um equívoco.
Os problemas e dificuldades podem ser de diversas ordens e estão ligados, principalmente, a aspectos financeiros, de relacionamentos pessoais, de trabalho e de saúde. Paradoxalmente, por mais que não queiramos ter que enfrentar situações difíceis, são elas que fazem o processo evolutivo acontecer.
No aspecto financeiro ninguém quer passar necessidade, não é agradável. Não é bom ser obrigado a regrar, ou minguar mesmo, todos os gastos, ou o que é pior: não ter recursos para, sequer, manter as contas em dia.
Não ter um bom clima no ambiente de trabalho, perder um grande amor, ser acometido por uma doença... É tudo muito ruim, desagradável mesmo!
A má notícia nesse campo é que, querendo ou não, vamos ter que passar por todos esses processos. Faz parte da vida, e não podemos viver fora da vida, não tem como!
A boa notícia é que podemos tirar lições fantásticas de todos os problemas e sofrimentos. São as dificuldades que nos fazem mais fortes, nos fazem buscar soluções criativas, testar novas fórmulas para construir a ponte entre os problamas/dificuldades e as soluções.
Bem aproveitados, e sem que nos acostumemos a ele, o que seria terrível, os problemas e dificuldades transformam-se em fontes geradores de soluções, principalmente se tivermos a generosidade de compartilhar as soluções que encontramos para outras pessoas.
Não busque o sofrimento, mas quando, inevitavelmente, ele encontrar você não pergunte: POR QUE isso está acontecendo? Pergunte: PARA QUE isso está acontecendo?
As respostas podem ser surpreendentes e transportar você para um nível de consciência superior. Além de trazer outro benefício enorme: deixar claro para você quem são as pessoas que de fato estão ao seu lado, com quantas pode contar nas horas difíceis, pois nas horas fáceis, já sabemos, podemos contar com todas que conhecemos e até com os desconhecidos.
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