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sexta-feira, 31 de julho de 2009

Um recado para quem já errou!

Se você errou não olhe para trás
A vida oferece novas chances de acertar
Aprenda com seus erros não se envergonhe do que já fez
A vida segue sempre em frente tente outra vez

Deixe o amor vibrar em cada fica do seu ser
Construa um mundo novo a partir de você
Abra o seu coração o destino é você que faz
Tire lições do passado não erre mais

Renove seus valores veja a vida em nova dimensão
Se livre das amarras que impedem sua evolução
Melhore seus pensamentos cultive paz e união
Concentre sua vontade na transformação

Letra da música SE VOCÊ ERROU gravada ao vivo no CD Caravana de Amigos no Teatro Santa Roza em João Pessoa (PB) em 1999 e regravada 2007 num CD acústico por Aureliano Guedes (violão), Érica Menezes (voz), Kátia Eulilia (voz) e Sandra Nascimento (voz).

Autoria: Um compositor bissexto refletindo sobre os próprios erros... (eu).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Não consigo fugir de mim mesmo!

Buscando melhoria de vida ou resolver problemas pessoais mudamos de rua, de bairro, de cidade, de amigos, de emprego, de companhia. Mudamos o jeito de andar, de pentear os cabelos, mudamos o estilo de roupa, enfim... Mudamos um monte de coisas para permanecermos os mesmos!

Permanecemos os mesmos porque continuamos a pensar da mesma forma que sempre pensamos, apesar das várias mudanças de rua, cidade, emprego, companhia, etc... A mudança quando ocorre apenas na superfície pode até ser uma mudança grande, mas não é uma grande mudança, ela se assemelha a uma grande mancha de óleo no mar: extensa, mas sem profundidade.

E o resultado das mudanças de superfície? Continuar dormindo e acordando com as mesmas dificuldades de sempre.

O problema não resolvido é companhia inseparável, vai estar junto conosco em qualquer lugar que estejamos. Não nos veremos livre dele se fingirmos que ele não existe, pois, altamente cara-de-pau, mesmo que você nem dê bola para ele, ele dá bola para você, e não vai desgrudar enquanto não for encarado. A maioria deles não aguenta uma encarada corajosa.

Descobrir que PARA QUALQUER LUGAR QUE EU FOR EU ME LEVO COMIGO já é uma senhora encarada.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre o Silêncio.

O que dói mais? Uma agressão física, uma verbal ou o silêncio?

A agressão física machuca, pode deixar sequelas - inclusive psicológicas - e comumente é antecedida e seguida de agressões verbais. Raramente a agressão física está isolada da verbal e costuma doer mais no corpo que na alma.

A agressão verbal pode ser refinada ou em forma de grosseria em altas doses de verborragia como se escuta rotineiramente em estádios de futebol. Um erro e lá vai: Juiz ladrão... Seu filho da p...

Em sua forma mais elaborada, privilégio apenas de pessoas com capacidade intelectuais mais desenvolvidas, a agressão verbal alcança níveis de crueldade. Pode humilhar, e a humilhação pode criar barreiras psicológicas não diria intransponíveis, mas de difíceis e duras possibilidades de superação. Cuidado senhores pais (me incluo) como tratam seus filhos!

Mas... O que dizer do silêncio?

O mesmo silêncio que pode ser uma música suave, que acalma o espírito, que reverencia o amigo ávido por desabafar suas mágoas, suas dúvidas, seus anseios, tem também, como tudo na vida, o outro lado. O silêncio pode causar, ou ser responsável, por danos consideráveis.

Dizia Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” É o silêncio da omissão e da indiferença. Esse tipo de dor começa na alma e castiga o corpo.

Lamentavelmente esse é um tipo de dor sentida apenas por quem, de alguma, forma já iniciou um processo de despertar e busca dentro do que pode colaborar para a melhoria das pessoas (família, amigos, desconhecidos) e de suas dores. Os adormecidos não sentem nem se preocupam esse tipo de dor.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Farinha pouca, meu pirão primeiro!

Difícil admitir, mas na maioria das vezes agimos exatamente dessa maneira! Raramente repartimos verdadeiramente alguma coisa, na maioria das vezes damos o que nos sobra, ou vai fazer pouca falta.

É fácil constar isso: Incluamos no mesmo cardápio coisas materiais e outras imateriais, como dinheiro, roupa, tempo, atenção, etc., façamos uma breve análise racional e vejamos se os resultados quase sempre não se traduzem nas afirmativas abaixo, ou outras bem parecidas, quando surgem oportunidades de, alguma forma, ajudar:

· O dinheiro está curto!
· Essa roupa ainda dá para usar!
· Desculpa não está dando a atenção que você merece, mas...
· Estou sem tempo para nada!

Instinto de sobrevivência ou egoísmo?

Nas questões materiais, quando temos pouco ou nada, poderíamos dizer que é questão de sobrevivência, ou mesmo de impossibilidade. Nas questões imateriais, embora as justificativas sejam menos plausíveis, poderíamos dizer que estamos correndo atrás da sobrevivência. Mas, nos dois casos, quando temos além do suficiente?

O primeiro passo, logo o básico, para corrigir nossos defeitos, dentre os quais o egoísmo em suas diversas matrizes ocupa posição de honra (?), é desenvolver a vontade de conhecê-los, o segundo passo é querer corrigi-los. Antes disso nada poderá ser feito de forma eficaz, pois não podemos -conscientemente - atuar sobre algo que por arrogância ou simples desinteresse, desconhecemos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Uma democracia faz de conta.

Democracia não significa apenas a possibilidade de exercermos alguns dos direitos mais elementares do ser humano como o ir e vir ou o se expressar sem censuras prévias. Democracia de verdade se traduz nas palavras de Fernando Sabino: “Democracia é oportunizar a todos o mesmo ponto de partida. Quanto ao ponto de chegada, depende de cada um”.

Estamos longe, muito longe, de ter oportunidades iguais no Brasil. Aliás, estamos longe de ter oportunidades. Um dos maiores entraves a ser superado para que isso aconteça é fazer a educação chegar “ao chão da fábrica”. O interesse mesquinho de alguns governantes em manter o poder com a manipulação e a carência das classes que não têm oportunidades é repugnante.

Para mudar o quadro faz-se necessário que os bons governantes e os bons políticos (Sim! Eles existem!), de preferência com a colaboração da sociedade civil, elaborem planos educacionais de fato praticáveis. Planos que provoquem uma revolução silenciosa.

Como disse George C. Marshall: “Os pequenos atos que se executam são melhores que grandes atos que apenas se planejam”.

Se há tempo sabemos de tudo isso, por que as coisas não acontecem? Talvez porque o lado dos que querem efetivamente que as mudanças ocorram não esteja ainda suficientemente forte.

domingo, 26 de julho de 2009

A dura realidade de algumas cidades brasileiras!

Eu estava em frente ao prédio da Prefeitura Municipal de uma determinada cidade quando encontrei um amigo que não via há algum tempo:

-Olá Joel (1) como vai?

- Tudo bem Júnior, há quanto tempo! O que estás fazendo em nossa cidade?

-Vim apresentar um projeto para a prefeitura que tem como objetivo contribuir para melhorar a qualidade da educação.

Joel, fazendo uma cara de desânimo que quase me desanimou, desabafou após ouvir detalhes de como seria desenvolvido o projeto:

- Meu amigo! Vai ser difícil você conseguir desenvolver esse projeto em nossa cidade.

-Por que Joel? Você não acha que esse projeto pode ajudar a trazer mais conhecimentos para os alunos, pais e até para os professores?

- É exatamente por isso! Porque pode é que dificilmente você vai conseguir! Aqui em nossa cidade os votos das pessoas conscientes não elegem sequer representante de conselho municipal. Não há, em nossa cidade nem nas cidades próximas, a menor intenção em investir em algo que ameace o exercício e a manutenção do poder através da falta de conhecimento e conscientização da maioria das pessoas.

Precisa dizer mais?

(1) Nome fictício para resguardar meu velho amigo.

sábado, 25 de julho de 2009

Faz tempo que é assim!

Seria de uma inocência (tipo eu acredito em Papai Noel) afirmar que a usurpação, em várias formas e em diversos valores - inclusive financeiro - da coisa pública teve início na era Sarney, a bola da vez no cenário nacional. Na verdade os escândalos envolvendo o nome do senador são apenas alguns entre os muitos que já foram denunciados e muitos outros que continuam “por debaixo do pano”.

Jornalistas como José Nêumanne Pinto (1), há muito tempo, e o pessoal do Programa CQC (2), mais recentemente, entre outros, prestam um grande serviço para a população brasileira expondo de forma inteligente e corajosa os desmandos que existem na vida pública. Onde o que é público é tido como privado e nós somos mandados para as privadas!

A pergunta é: Até quando seremos usurpados impunemente?

Quanto à declaração de José Sarney de que "a nação brasileira não pode me julgar" respondo para ele, de forma mal educada, com uma pergunta: Desde quando o patrão não pode julgar o empregado enquanto no exercício de suas (ir)responsabilidades?

(1) Poeta, escritor, jornalista e editor do Jornal da Tarde - http://www.neumanne.com/
(2) Programa da Rede Bandeirantes de Televisão - www.band.com.br/cqc/