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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Culpa da crise financeira?

Quando passamos por uma crise financeira nos abalamos e tudo parece ruir! Falta dinheiro para um monte de coisas, a única coisa completamente preenchida é o vazio. Fora o vazio da geladeira, tem o vazio de idéias, o vazio de perspectivas, o vazio da autoestima e ainda o vazio de “amigos”. Se bem que é até bom ter o vazio desse tipo de amigo, amigo da onça na verdade.

O sentimento de incapacidade brota numa proporção inversamente contrária a falta de dinheiro e nesses momentos surgem um monte de perguntas, a maioria, ou todas, começando com POR QUÊ?

Por que isso acontece comigo. Por que não consigo sair dessa. Por que sou tão incapaz de resolver minhas coisas. Por os outros conseguem e eu não?

Por quê? Por quê? Por quê?

Porém um dia de alguma forma conseguimos responder os porquês e a crise financeira acaba - tudo passa - o dinheiro chega, mas o vazio continua completamente preenchido. As mesmas sensações de angústia, de falta de perspectiva com relação à carreira profissional e a vida, estão presentes da mesma maneira, ou mais fortes, que no tempo de dinheiro curto. Por quê?

Talvez porque responder os porquês que tenha sido apenas parte da solução da questão. Talvez porque devêssemos acrescentar ao cardápio de perguntas uma que pode ser a chave da questão: PARA QUÊ?

Para que isso está acontecendo? As perguntas que sucedem a essa podem nos levar a um patamar superior ao que estávamos vivendo: O que a vida está querendo me dizer? Que estou fazendo da minha vida? Estou vivendo minha vida, a vida dos outros ou conforme os outros? Devo manter ou mudar minhas atitudes? Quem e quantos são de fato meus amigos (amigos são fundamentais)? O que é realmente importante para mim? Estou feliz com meu emprego/trabalho? Se não, o que me impede de buscar novas alternativas?

Com a mesma convicção de que TUDO PASSA - inclusive naturalmente a escassez de dinheiro (que tem o tamanho da importância que dermos a ele) - podemos afirmar que tudo é oportunidade de aprendizado. Aprendizados importantes, que nos acompanharão em qualquer lugar, em qualquer situação ou em qualquer companhia - nos dois sentidos: de empresa e de pessoas - que estejamos.

Simples assim? Claro! Mas, não esqueçamos que fazer o simples exige muito trabalho e uma disciplina oriental. Não nos enganemos, é difícil fazer simples, fácil é fazer complicado.

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