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sábado, 17 de outubro de 2009

Contra ou a favor?

Um sinuca de bico ou a possibilidade de comprovar na prática que é possível ter amigos nos dois lados da trincheira?

Imaginemos a seguinte situação:

Você tem amigos que possuem posições e pensamentos contrários, convivem entre si em razão da educação que são portadores e do verniz social que impede a manifestação clara da clara falta de afinidade existente entre eles. As duas correntes de pensamentos contrários lhe consideram uma pessoa confiável e expressam para você o que desagrada de lado a lado.

O que fazer?

Tomar partido? Ficar do lado A ou do lado B? Ficar em cima do muro ou transitar de lado a lado, tipo: quando converso com A, estou do lado do A, quando converso com B, estou do lado do B? Faço opção pelo lado mais forte ou, independente de ser mais forte ou mais fraco, pelo lado que possua maior afinidade com meus próprios pensamentos?

Existe alternativa além das mencionadas? Há um meio de você continuar convivendo bem com os dois lados sem tomar partido?

Existe sim, mas que infelizmente não depende somente de você. Depende também do grau de maturidade dos lados antagônicos, que precisam entender que não se pode aplicar a máxima que estabelece: quem não está do meu lado está contra mim.

De você dependem várias coisas: como você se posiciona perante ambos: como bombeiro ou incendiário? Ou ainda como incendiário transvertido de bombeiro, que a guisa de apaziguar joga deliberadamente gasolina onde já existe um foco de incêndio?

Particularmente acredito que a postura ideal é a manter a assertividade em sua expressão mais profunda, como bem esclarece a pedagoga Vera Lúcia Franco Martins da Assertiva Consultores:

"A escolha é a palavra chave da assertividade. Ser assertivo é sempre, em qualquer situação, ESCOLHER o que é melhor fazer, o momento adequado e o local certo - com cada pessoa do seu convívio, respeitando a si e ao outro. Lembre-se, aquilo que não agregar valor a você e nem ao outro é melhor não dizer e não fazer."

Você corre o risco de perder o trânsito entre os dois lados se escolher dizer o que eles gostariam de ouvir em lugar do que precisam ouvir, na hora certa, no momento certo, e – principalmente – no tom certo. Não custa lembrar um pensamento popular: As palavras ferem mais que punhais, e o tom mais que as palavras.

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