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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O lado pouco visível do egoísmo.

Quem nunca - numa ocasião pelo menos, vai confessa! - sonhou em ganhar numa mega sena, quina, dupla sena, instantânea, lotogol, timemania, lotomania, federal, loteca, lotofácil (ufa!) e outras apostas do gênero, mesmo que tenha sido amparado com o argumento altruísta de que seria principalmente para fazer o bem?

Aconteceu comigo...

A reunião estava preste a começar, enquanto se acertava os últimos detalhes eu conversava com minha irmã e o assunto era o que fazer se ganhássemos na quina, que na época pagava prêmios idênticos aos da atual mega sena.

Ela dizia:
- Se eu ganhar vou construir escolas, creches e ajudar hospitais.
Eu completava...
- Se ganhar eu vou comprar um fazenda bem grande para abrigar numa ala as crianças e noutra os idosos que não possuem um lugar para morar e nem sempre o que comer.

Para não me alongar, a conversa se alongava nesse sentido: ela dizia que ia fazer uma boa ação e eu de imediato outra. De parte a parte as ações eram cada vez maiores e mais abrangentes!

Foi quando ganhamos, de graça, o ensinamento precioso de Daniel, um nobre amigo que atualmente mora na distante Argélia, país da África do Norte, que interveio dizendo: “O egoísmo é algo tão enraizado, e por tantas vezes imperceptível, que até para fazer o bem nós disputamos para ver quem faz mais”. Uma intervenção precisa e oportuna!

• Quantas vezes não percebemos que até a decisão de ficarmos sozinhos pode ser um ato egoísta?
• Quantas vezes deixamos de estar ao lado de alguém que precisa por vezes apenas da nossa presença para se sentir melhor?
• Quantas vezes, sabendo que temos condições para tal, deixamos de opinar em algo pode melhorar a vida das pessoas?
• Quantas vezes, seja no trabalho ou em instituições que participamos, “escondemos o jogo” para não correr o risco de manter o status quo?
• Quantas vezes deixamos de dá oportunidades ou só damos se, de alguma forma, isso nos favorece?

É amigo Daniel, foi uma lição importante que recebi há aproximadamente trinta anos e ficou marcada. Embora com amplas dificuldades, porque o egoísmo é tão egoísta que insiste em ficar, estou tentando, não é fácil, mas estou tentando!

Uma dúvida que me veio ao revisar estes escritos: será que a CEF (vide primeiro parágrafo) está sendo egoísta monopolizando os jogos de apostas?

2 comentários:

Mário Gomes Filho disse...

Eu tambem tenho os mesmos questionamentos e afirmativas de que se um dia ganhar uma bolada no jogo procurarei ajudar a tantos e quantos. Mas vem logo a certeza de que ao ser identificado como o sortudo ganhador irei receber a visita do Fantástico(da Globo) e o Francisco José ,que virá do Recife, me solicitará uma entrevista para fazer uma matéria sobre o meu antes e o meu depois. Contudo, me alegra saber que vou ser forçado a conhecer uma senhorinha de mais ou menos 65 anos que irá me procurar e logo que me ver vai me dar um grande abraço, alegando uma saudade danada, e me pergutando assim; "Marinho, voce se lembra que foi eu que te dei aquela chuquinha de suquinho de laranja mimo quando voce tinha seus 15 dias de vida ? ". Como diz o Almir Laureano, - Nada que é humano poderá nos ser estranho. Abraços meu amigo. Parabéns!

εïз mi disse...

muitas vezes, pai! só te digo isso... rsrs