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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Sobre o Silêncio.

O que dói mais? Uma agressão física, uma verbal ou o silêncio?

A agressão física machuca, pode deixar sequelas - inclusive psicológicas - e comumente é antecedida e seguida de agressões verbais. Raramente a agressão física está isolada da verbal e costuma doer mais no corpo que na alma.

A agressão verbal pode ser refinada ou em forma de grosseria em altas doses de verborragia como se escuta rotineiramente em estádios de futebol. Um erro e lá vai: Juiz ladrão... Seu filho da p...

Em sua forma mais elaborada, privilégio apenas de pessoas com capacidade intelectuais mais desenvolvidas, a agressão verbal alcança níveis de crueldade. Pode humilhar, e a humilhação pode criar barreiras psicológicas não diria intransponíveis, mas de difíceis e duras possibilidades de superação. Cuidado senhores pais (me incluo) como tratam seus filhos!

Mas... O que dizer do silêncio?

O mesmo silêncio que pode ser uma música suave, que acalma o espírito, que reverencia o amigo ávido por desabafar suas mágoas, suas dúvidas, seus anseios, tem também, como tudo na vida, o outro lado. O silêncio pode causar, ou ser responsável, por danos consideráveis.

Dizia Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.” É o silêncio da omissão e da indiferença. Esse tipo de dor começa na alma e castiga o corpo.

Lamentavelmente esse é um tipo de dor sentida apenas por quem, de alguma, forma já iniciou um processo de despertar e busca dentro do que pode colaborar para a melhoria das pessoas (família, amigos, desconhecidos) e de suas dores. Os adormecidos não sentem nem se preocupam esse tipo de dor.

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